Estou devendo esta postagem há um tempo, já que algumas receitas recentes aqui publicadas foram adaptadas da Tiça Magalhães, uma chef carioca super-viajada, que resolveu salvar nossas vidas com receitas didáticas e explicadas nos mínimos detalhes. Algumas que fiz por aqui são: Yakisoba Molho pesto Aproveitem!
Eu me identifico demais com a Elisa Lucinda. Não sei se é pelo mesmo carinho que ambas nutrimos pelo Espírito Santo (terra em que nasci e na qual quero morrer), ou se é pelo nosso amor incondicional pela cozinha. Na última edição de "Veja - Espírito Santo", Elisa fez uma crônica perfeita sobre as memórias trazidas pela comida. E eu, como ela, também lembro das tias preparando as ceias de Natal, das flores feitas de tomate da Tia Eloá, do bolo gelado da Tia Dedéia, do pavê de bombom da minha madrinha, do manjar de coco da Tia Lenir, das compotas de figo da Vovó Lina, do feijãozinho temperado da Vovó Nininha, do minestrone do papai e, o mais importante para mim, do lagarto assado com creme de milho da mamãe, o qual não pode faltar no meu Natal... Vocês PRECISAM ler o texto. É perfeito. Não há como não puxar da memória alguma boa lembrança culinária. Se você ler o texto, vai ficar com a mesma curiosidade sobre a música que a mãe de Elisa cantava. Pois eu pesquisei. Parece música de mãe, mesmo... Aposto que minha mãe cantava. Segue o áudio:
Eu sei, eu sei que o nosso compromisso com o blog é exaltar a cozinha e tudo que dela deriva. Mas como passar incólume diante do assunto que mobiliza o mundo? Por isso hoje vou abrir uma exceção e postar uma poesia linda e super pertinente ao momento em que vivemos.
Eu tenho o maior orgulho da Elisa Lucinda (sou super-fã, de ir aos shows, ter autógrafo em livro e tudo.). Principalmente por ela ser capixaba (este povo tão esquecido, primos-pobres do Sudeste) e fazer sua estrela brilhar nos grandes centros. Essa poesia é do livro “O semelhante”, Editora Record.
POR MEA COPA, MEA MÁXIMA COPA
"Vence, Brasil
porque nos falta comunhão
comungação, espelho de pátria, determinação
Falta mãe
Falta pai
É estado de orfandade geral
Goleia que meu peito
arde ao ver o avental
verde-amarelo-azul-e-branco
da Idolatrada
Só porque você joga
há uma hora em que tudo roga
Cada gol
é um peito
uma benção
um beijo de mãe no antigo machucado.
Cada beijo é um recado
deixado ao filho que não foge à luta
porque é filho que labuta.
A vitória agora é ninho, carinho
uma demarcação
É a criação de um destino
pela noção de Nação."
E, para não desapontar os fãs do blog (milhares, rsrsrs), aí vai uma receitinha muito saborosa para beliscar durante os jogos. Não vou mentir: ela é fácil mas um pouco trabalhosa. Faça quando tiver tempo e paciência. A vantagem é que rende muuuuito e dá para congelar, ou seja, o Brasil vai chegar na final e você ainda vai estar comendo o enroladinho...
Enroladinho de mortadela
Ingredientes :
Massa :
1 tablete de fermento biológico (15g)
1 xícara (chá) de leite
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de açúcar
¼ xícara (chá) de óleo
1 ovo
4 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 gema batida para pincelar
Recheio :
500g de mortadela cortada em retângulos de 5cm x 1cm
Em uma tigela, dissolva o fermento no leite morno. Misture o restante dos ingredientes. Sove a massa até ficar macia e homogênea. Cubra com um pano e deixe descansar até dobrar de volume. Abra a massa com um rolo, corte tirinhas e enrole-as nos retângulos de mortadela. Distribua-os em uma assadeira, pincele a gema e asse em forno pré-aquecido durante 30 minutos ou até dourar. Sirva em seguida.
OBS : se quiser congelar, é só tirar do forno antes de dourar. Para descongelar, volte ao forno até dourar completamente...
Somos duas amigas a beira dos 30, médicas, alucinadas por cozinha, viagens e decoração e justamente isso nos uniu ao redor desse blog. Queremos compartilhar com todos todas as dicas interessantes que encontrarmos ou criarmos sobre " O Universo da cozinha", e convidamos vocês a nos acompanharem e nos ajudarem nessa deliciosa aventura...